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COQUETEL: cartão VERMELHO

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11/03/2013 06h00

Leandro Borghi
Colaboração para a Rádio UOL

Quando a falta é grave, o juiz levanta o braço, e não tem volta: o jogador foi expulso. Levar cartão vermelho não está restrito apenas ao mundo do esporte. Ações e pensamentos que discordam do consenso coletivo também completam a ideia de exclusão. Embora não seja fácil, manter a serenidade pode evitar a injustiça. Se chegar ao ponto em que as opções de entendimento foram esgotadas, acabou o diálogo. A expulsão é mais que merecida.

1° Tempo.
Scott Weiland levou cartão vermelho em 27 de fevereiro. O ex-vocalista do Stone Temple Pilots soube que foi demitido pela imprensa. Em nota divulgada no site oficial, os demais músicos não explicaram os detalhes da decisão. Curiosamente, um dia antes, em entrevista à revista Rolling Stone, o cantor declarou que os quatro integrantes eram como uma grande família.


Assim que soube da novidade, Weiland respondeu pelo Facebook. Afirmou que estava supresso em ser demitido da banda que fundou, liderou, e onde escreveu alguns de seus maiores sucessos. Até a solução do perrengue, seu advogado terá muito trabalho pela frente.

2° Tempo.
Em janeiro, Morrissey foi hospitalizado para tratamento de úlcera hemorrágica chamada Síndrome de Barrett, doença em que ocorrem alterações nas células da porção inferior do esôfago. Boa parte da turnê americana foi cancelada por causa do tratamento. A volta aos palcos seria em apresentação ao vivo no programa de Jimmy Kimmel, em 26 de fevereiro. Quando o cantor soube quem seriam os demais convidados da noite assumiu a posição de juiz e levantou o cartão vermelho. O elenco de Duck Dynasty seria entrevistado por Jimmy. O programa aborda a história de uma família que produz material para caça de pato selvagem.

Morrissey é vegano, filosofia de vida e postura política que elimina o uso de produtos de origem animal, e também é ativista do Peta, People for the Ethical Treatment of Animals. A imagem do cantor com gato na cabeça, usada na divulgação da turnê que passou pelo Brasil em 2012, foi publicada originalmente na capa do jornal inglês The Guardian. Na ocasião ele declarou: “…the Chinese are a subspecies…” por causa dos maus tratos aos animais.

Prorrogação.
Antes de ser lançado, Spike Lee declarou que não assistiria Django Unchained por considerá-lo desrespeitoso à memória de seus ancestrais roubados da África. Também disse que a escravidão americana foi holocausto e ele iria honrá-los. Em contrapartida, Quentin Tarantino afirmou que não iria perder tempo respondendo às provocações do colega cineasta. Primeiro cartão amarelo para Lee.


Jamie Foxx, protagonista do filme, defendeu a produção em entrevista ao The Guardian: “Qual é a de Spike Lee? Ele não gosta de Whoopi Goldberg, de Tyler Perry, ele não gosta de ninguém. Antes de falar mal, ele deveria ver o filme. Spike é um diretor fantástico, mas se torna mesquinho ao atacar seus colegas sem acompanhar o trabalho que está sendo feito. Para mim, isso é irresponsável.” Segundo amarelo. CARTÃO VERMELHO, Spike.

Django Unchained foi premiado com duas estátuas do Oscar, em fevereiro. Uma delas por Melhor Roteiro Original, entregue a Quentin Tarantino. Ele declarou que a história era para provocar o debate sobre a escravidão, e que o tema ainda é doloroso e evitado. O cineasta revelou também que recebeu elogios de fãs espalhados por todo o mundo. E de colegas de profissão, não? O gato comeu a língua de Spike Lee?

Se procurarmos o significado de livre-arbítrio encontraremos opções como: possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isento de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante. Definições que em nada combinam com apatia, radicalismo e arrogância. A condescendência é um sentimento nobre. A obstinação excessiva emburrece.

* Lex, Leandro Borghi, é designer gráfico, produz e apresenta a dose_INDIE há 4 anos, publicada semanalmente no dezcapas.wordpress.com.

Sobre o Blog

Este é o blog oficial do UOL Música Deezer. Com ele, nós da equipe e nossos colaboradores podemos nos comunicar com os ouvintes, sugerindo, informando, divulgando e discutindo tudo que diz respeito ao universo musical. E é claro, ouvindo o que vocês têm a dizer. Ouça, leia e comente!

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