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MC Leozinho transforma barraco de Ivete Sangalo em hit para o carnaval
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O cantor MC Leozinho em apresentação (Divulgação)

Conhecido pelos sucessos Ela Só Pensa em Beijar Patricinha da Favela, que está na trilha da novela I Love Paraisópolis, o cantor MC Leozinho lança mais uma música para bombar no carnaval.

De forma descontraída, o funkeiro gravou um vídeo exclusivo para o UOL Música Deezer mostrando o novo trabalho, que brinca com o barraco recente da cantora Ivete Sangalo, que não gostou ao ver o marido batendo papo com um mulher durante seu show.

Veja abaixo uma palinha de Quem É Essa Aí: 


Aposta do pop funk, Derick grava clipe dançante da música “Tem Quem Queira”
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Derick em cena do clipe de “Tem Quem Queira''

Apostando no pop funk, o cantor e compositor Derick acaba de lançar o clipe da música “Tem Quem Queira'', que faz parte de seu trabalho de estreia, previsto para ser lançado ainda neste mês.

O carioca gravou o clipe no Shopping Days, na cidade de Madureira, Rio de Janeiro. A produção do vídeo é assinada por Map Style e Juarez Pavelak, enquanto a produção musical é de Junior On.

Confira abaixo o lançamento:


“A intenção é mostrar um som diferente”, afirma Corina sobre primeiro álbum
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Corina Magalhaes
A cantora Corina Magalhães lançou no fim do ano passado o primeiro álbum da carreira. “Tem Mineira no Samba''  é uma grande homenagem a 14 compositores do estado do pão de queijo, mas deixando sempre em primeiro plano a personalidade de Corina, que, junto com o produtor Edu Malta, deram outra cara às canções.

Clique para ouvir o álbum de estreia da cantora.

Em entrevista ao UOL Música Deezer, a mineira fala sobre a dificuldade em fazer o álbum de estreia, o peso de regravar clássicos de artistas consagrados, como Milton Nascimento e João Bosco, e crítica o rumo comercial da música.

UOL Música Deezer: Como a música entrou na sua vida e quais artistas a influenciaram durante a carreira?

Corina Magalhães: Meu interesse pela música surgiu naturalmente. Meu primeiro contato com a música foi através do piano aos 7 anos. Um dia, chamei meu pai e cantei uma música pra ele, que gostou do resultado e me colocou em um conservatório para estudar canto. Aos 10 anos, eu já estava cantando em clubes, bares, e em toda região do Sul de Minas Gerais. Mais tarde, quando vim pra São Paulo, comecei a participar do Coral Cênico da Unifesp, fazendo alguns musicais. Conversei com muitos músicos e acabei conhecendo o Caiubí, que é um clube de compositores.

Na minha formação musical tive como maiores influências Clara Nunes, Nara Leão, Gal Costa, João Bosco, Chico Buarque e Rosa Passos. Tenho muita influência também de estilos musicais, caso do choro, o samba e o jazz. E hoje, tenho influência muito forte dessa nova geração de músicos que compõem canções lindas e que estão fazendo coisas novas com sonoridades diferentes. Nesse meu trabalho atual, por exemplo, tem muita influência do Munir Hossn, que é um músico multi-instrumentista, e que traz uma proposta bem diferente em suas composições. E tenho influência forte de amigos, como o Edu Malta, que é músico, compositor e o produtor musical do meu disco. Acho que a interação com os músicos da nova geração, que trazem propostas diferentes, faz com que meu trabalho se enriqueça.

UMD: Rolou alguma pressão em regravar tantos mestres da música brasileira, ainda mais para um álbum de estreia?

C.M: É sem dúvidas uma grande responsabilidade (risos). É uma honra ter a oportunidade de regravar músicas de compositores que sempre fizeram parte da minha formação musical e que admiro tanto. Fiquei muito feliz em poder fazer essa homenagem e ter esse desafio de regravar esses mestres, por isso esse trabalho é muito especial pra mim.

UMD: Como foi a produção e qual a maior dificuldade que você sentiu em “Tem Mineira no Samba''?

C.M: Foi um trabalho longo, mas muito interessante pra mim. Por ser meu primeiro álbum, foi uma descoberta a cada passo. Fiz tudo com muita dedicação e aproveitei cada momento para aprender, desde a escolha do repertório, passando pelo conceito de como seriam os arranjos, escolha dos músicos, processo de gravação no estúdio, até os momentos finais depois da gravação. Foi com certeza um enorme aprendizado pra minha carreira. Por ser um disco de intérprete, e não ser autoral, um dos desafios foi fazer todo o processo burocrático na busca de todas as editoras dos compositores para obter a autorização e os direitos para gravar essas músicas. Mas agora pro próximo já sei o caminho! (risos).

UMD: Como foi a seleção de músicas para o álbum?

C.M: Foi muito prazerosa, mas ao mesmo tempo foi difícil ter que escolher apenas 14 dentre tantas canções lindas. O estudo foi além do repertório. Foram mais ou menos 6 meses de pesquisa, onde estudei um pouco sobre a vida de cada compositor que escolhi, procurei saber se havia alguma história interessante entorno de cada música selecionada, e algumas canções escolhi por terem um significado pra mim, por terem feito parte da minha carreira desde o início. Depois que escolhi as músicas, levei para o produtor musical que ainda me deu mais algumas sugestões e chegamos juntos ao repertório final.

UMD: Suas interpretações deram um frescor para as músicas. Quem foi o responsável pelos arranjos?

C.M: Eu conheci o Edu Malta através da indicação de um amigo compositor. Pesquisei o trabalho dele e gostei. Depois conversamos sobre o projeto, e fomos descobrindo juntos a sonoridade para o disco. Foi algo que veio de encontro ao modo com o qual trabalha, então ele abraçou o projeto e fez um ótimo trabalho na criação, dando vida ao “Tem Mineira no Samba''.

Nossa ideia foi de promover o samba clássico, mas num formato diferente e mais moderno. Nossa intenção foi de trazer para o disco uma sonoridade diferente, fazendo fusões de estilos como o choro, o jazz e o samba. E por muitos desses clássicos já terem sido regravados por grandes intérpretes, também me preocupei em trazer para minhas interpretações algo diferente do que já foi gravado anteriormente.

 UMD: Por que escolher apenas compositores/cantores mineiros para prestar a homenagem?

C.M: Sou mineira, nascida em Cambuí, Sul de Minas Gerais. Então, o conceito desse trabalho veio da ideia que tive ao fazer um show homenageando minha terra natal e os compositores mineiros que admiro e que sempre fizeram parte da minha carreira.  Por isso, resolvi fazer esse show só com canções de compositores mineiros já consagrados. Depois de toda pesquisa do repertório, entreguei ao Edu Malta para começarmos a pensar no show, que ia se chamar “Tem Mineiro no Samba”, por causa dos compositores do estado. Depois que os arranjos ficaram prontos, achei tudo tão lindo, que me dei conta de que eu poderia gravar um CD com esse repertório. Então mudei o nome para “Tem Mineira no Samba”, porque achei que eu poderia fazer parte disso também (risos).

UMD: Você acha que com o sucesso do pagode o samba acabou deixado de lado?

C.M: Não acho que o samba foi deixado de lado. O que mudou foi o cenário musical de um modo geral. O que não gosto é dos rumos em que a música está tomando atualmente. Mas isso está acontecendo independente do sucesso de um estilo ou de outro. O samba nunca vai perder o seu espaço, apesar do cenário atual, onde o mercado em geral e principalmente as mídias tradicionais estão muito focadas em coisas mais comerciais


Rosa de Saron faz show acústico em São Paulo neste sábado e domingo
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Rosa de Saron

Um dos maiores nomes do rock cristão, o Rosa de Saron se apresenta no Carioca Club, em São Paulo, neste sábado (16) e domingo (17), a partir das 17 horas.

Os shows acompanham o formato acústico do último álbum do quarteto, lançado no fim do ano passado.

Clique para ouvir “Acústico e Ao Vivo 2/3''

Há mais de 25 anos na estrada, o Rosa de Saron é formado por Guilherme de Sá (voz), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Grevão (bateria).

Serviço:

Show acústico Rosa de Saron

data: sábado (16) e domingo (17)

local: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – Carioca Club

preço: de R$ 50 a R$ 215

horário: 17h


Leandro Tênia lança divertido clipe em stop motion da música “Cocô”
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Clipe Coco

Cena do clipe em stop motion da música “Cocô'', de Leandro Tênia

Desde a adolescência, Leandro Tênia gosta de compôr músicas irreverentes, que misturam pop e rock, como O Jorrador, Melô das Periguetes e Cheira Meu Dedo. Entre tantos sucessos, a canção Cocô acaba de ganhar um clipe, gravado no formato stop motion.

Clique para ouvir o álbum “Coletênia''

Débora Castro foi a encarregada pela direção do vídeo, enquanto Marina Figueiredo cuidou dos personagens e do cenário. A produção ficou por conta de Ric Palma, que ajudou Leandro a encontrar um caminho na divertida (e tão cotidiana) temática da música.

Veja abaixo o clipe da música Cocô:


Misturando reggae e rock, Maré de Rua lança clipe do single “Velho Recado”
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Bebendo da fonte que transformou O Rappa, Titãs e Paralamas do Sucesso em grandes nomes da música nacional, a banda Maré de Rua traduz a síntese do rock com o reggae.

O grupo acaba de lançar o clipe do single Velho Recado, que pode ser visto abaixo, e que contou com a participação de Aline Duran.

Clique aqui para ouvir o álbum “Ventos Fortes''

Formado por músicos experientes, o grupo lançou ano passado o álbum “Ventos Fortes'', chamando atenção principalmente o trio de metais, teclado e percussão, que dão um toque singular para as canções.

Maré de Rua prepara uma DVD ao vivo, que será lançado em breve.


Entenda as várias fases da carreira de David Bowie
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O cantor David Bowie na década de 1960

Com a morte do David Bowie, o mundo todo está relembrando a carreira do mestre e o apelido “Camaleão do Rock'' aparece em quase todos os lugares. Pensando nisso elaboramos uma seleção mostrando o motivo da designação.

Se existe uma constante,um fio condutor que une todas as suas fases, é a capacidade camaleônica de mudar conforme o contexto para estar sempre na vanguarda, apontando novas tendências ou contribuindo com idéias criadas por outros.

O UOL Música Deezer explica então as diversas identidades adotadas por David Bowie durante sua vasta discografia, começando na década de 60 e terminando no elogiado novo álbum, “Blackstar''.

Antes de mais nada, bote a playlist do Bowie para tocar.

1- Década de 1960 – o princípio

Em meados da década de 1960, David Bowie formou suas primeiras bandas que acabaram não fazendo sucesso. Buscando ainda uma identidade própria, o cantor versava entre o rhythm and blues norte-americano e o pop rock que recentemente botara a Inglaterra no topo das paradas mundiais.

Em 1967, lançou o primeiro álbum solo, autointitulado. Seguindo a linha do pop com toques psicodélicos da época, o disco não vendeu bem, apesar de ter sido bem recebido pela crítica e trazer boas faixas, como Love You Till Tuesday.

Apenas dois anos depois, Bowie lançou o segundo trabalho – também autointitulado, já com um visual mais andrógino e outro foco, com mais influência do folk rock, com muito violão, mas sem deixar os toques psicodélicos de lado. Veio daí também o primeiro hit, Space Oddity, um dos carros chefe eternos de Bowie.

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David Bowie – 1969

Destaques:

The Deram Anthology (1966-1968)
David Bowie (1969)

2- Década de 1970

Androginia e glamour
Em “The Man Who Sould The World“, Bowie inaugurava sua década mais produtiva.  Levando a androginia às últimas consequências, aparece com um longo vestido na capa, antecipando a revolução que viria a seguir com a explosão do glam rock.

Iniciando a crucial parceria com o guitarrista Mick Ronson, Bowie lançou na sequência “Hunky Dory“. Muito elogiado pela crítica na época, o álbum trouxe de volta a excitação do rock and roll dos anos 50 e 60 em versão atualizada e misturada com as experimentaçãos estéticas dos 70.

“Hunky Dory'' inaugura assim a sonoridade que o cantor exploraria nos anos seguintes e que o transformou num ícone definitivo desta época. Músicas como Life on MarsChanges resumiam o que viria a seguir.

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The Man Who Sould the World – 1970

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars'' foi o momento mais marcante da sua carreira, com o personagem rockstar/alienígena glam Ziggy. O álbum foi um sucesso estrondoso, arrancando elogios dos críticos e vendendo 7,5 milhões de unidades, com sua sonoridade ao mesmo tempo roqueira e teatral, comercial e experimental.

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The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars – 1972

Em 1973, Bowie lançou mais dois discos ainda na onda do glam rock dos trabalhos anteriores, “Alladin Sane'' e “PinUps“. Este último prestava homenagem ao rock inglês dos anos 60, com covers de bandas como Pink Floyd, Kinks e The Who.

Esta fase seria finalizada em 1974 com “Diamond Dogs'', um álbum conceitual inspirado no livro “1984'' de George Orwell, que narrava uma espécie de visão glam rock de uma sociedade futurista distópica e totalitária.

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Alladin Sane – 1973

Jovens Americanos
Em 1975, Bowie surpreendeu dando um giro de 180° tanto no visual como na música. Cortou o cabelo “mullet'' ruivo símbolo da fase anterior e trocou as lantejoulas e botas de plataforma por ternos elegantes, enquanto explorava a soul music e o funk com parceiros como o guitarrista Carlos Alomar (ex-James Brown) e o cantor e compositor Luther Vandross.

As letras também mudaram de foco, deixando de lado a juventude britânica e explorando a realidade dos Estados Unidos. Não é à toa que o nome do próximo álbum foi “Young Americans“, cujo principal hit, Fame (parceria com John Lennon), levou-o a se apresentar no programa de televisão Soul Train, onde grandes ícones da black music fizeram história.

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Young Americans – 1975

Berlim
No álbum seguinte, “Station To Station'', de 1976 surgia uma nova persona, batizada de “Thin White Duke'' (o Duque Magro Branco), com um visual mais austero representando uma espécie de cantor de cabaré aristocrático.

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Bowie trajado como Thin White Duke

O disco ainda explorava a black music de “Young Americans'', mas trazia e algumas músicas uma sonoridade mais “gelada'' e experimental, usando muitos sintetizadores e a batida mecânica das bandas alemãs do chamado krautrock, como Kraftwerk e Neu!

E é daí que veio a fase seguinte. Transtornado, muito magro e viciado em cocaína, David Bowie se mudou para Berlim em busca de um novo conceito. Durante a temporada alemã produziu a trilogia que representa um dos momentos mais criativos e inovadores de sua carreira, os álbuns “Low“, “Heroes'' e “Lodger“.

O som experimental, duro e futurista dos três álbuns traduz com perfeição a realidade da maior cidade alemã ainda dividida pela guerra fria e influenciou diretamente as bandas pós-punks que mudariam a cara do rock nos anos seguintes.

Destaques:

The Man Who Sould The World (1970)
Hunky Dory (1971)
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972)
Young Americans (1975)
Low (1977)
Heroes (1977)

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Heroes – 1977

3- Década de 1980

Como uma espécie de antídoto para a carrancuda trilogia alemã Bowie passou os anos 80 surfando nas ondas do pop.  sempre com um tom de vanguarda , mas com um foco mais dançante do que roqueiro. Essa fase, iniciada com o álbum “Scary Monsters'' (1980) trouxe alguns de seus maiores sucessos comerciais e artísticos, como “Let's Dance“, mas também discos incompreendidos ou de qualidade duvidosa, como “Tonight'' (1984) e “Never Let Me Down (1987).

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Let's Dance – 1983

E no fim da década, o camaleão voltou ao rock pesado, liderandoa banda Tin Machine, ao lado de Reeves Gabrels, Tony Sales e Hunt Sales. O barulhento álbum de estréia da banda dividiu opiniões, mas ficou para a história como mais uma virada corajosa na carreira de David Bowie.

Destaques:

Scary Monsters (And Super Creeps)
Under Pressure
Let's Dance
Tin Machine

4- Década de 1990

Nos anos 1990, Bowie deu mais um giro estético e abraçou as experimentações da música eletrônica. “Black Tie White Noise e Earthling'' são os trabalhos mais representativos desta época, misturando intensidade roqueira com batidas vindas de gêneros como house, hip-hop, jungle e drum and bass.

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Black Tie White Noise – 1992

Destaques:

Black Tie White Noise
Outside

5 – Século 21

Em 2002, o camaleão voltou com tudo em “Heathen“, que trouxe de volta o produtor Tony Visconti, seu parceiro entre 1969 e 1980. O trabalho dava a letra do que seria o David Bowie do século 21: uma lenda viva que por mais que flertasse com o pop, jamais abandonaria o vanguardismo.

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Heathen – 2002

Depois do bom “Reality'' (2003), seguiu-se um hiato de 10 anos até “The Next Day“. Um dos lançamentos mais comentados de 2013, agradou fãs e crítica e garantiu a Bowie seu primeiro número 1 em 20 anos nas paradas britânicas de álbuns. Um grande feito para um trabalho de rock experimental.

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The Next Day – 2013

E finalmente, na Sexta-feira (8) passada, Bowie lançou o último disco de inéditas da carreira enquanto completava 69 anos. O músico encerrou sua carreira com mais um trabalho corajoso. A mistura de rock alternativo com elementos de jazz melancólicos soam como um prenúncio do que viria dois depois.

Com a morte de Bowie no domingo (10), “Blackstar' se tornou um clássico instantâneo.

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Blackstar – 2016

Destaques:

 Heathen
The Next Day
Blackstar

 


Lemmy Kilmister: o vencedor que nasceu para perder
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Brian Robertson, Lemmy Kilmister e Phil “Philthy Animal'' Taylor

Por Ricardo Batalha, do Roadie Crew

'Nascido para perder, viva para vencer' era o lema de Ian Fraser “Lemmy'' Kilmister, falecido aos 70 anos de idade em seu apartamento, em West Hollywood (CA), nos Estados Unidos. Mas, o baixista e vocalista fez bem mais que isso. Não só venceu como se tornou um ícone para diversas gerações de fãs e músicos das mais variadas vertentes do Rock. Inexplicavelmente, sua voz rouca e o som distorcido de seu baixo atingiram a todos e o Motörhead se tornou aquele tipo de banda que consegue agradar gregos e troianos. “No fim das contas, é tudo Rock'n'Roll. Nós somos uma banda de Rock'n'Roll'', afirmava Lemmy, fã declarado dos Beatles, de Little Richard, Buddy Holly, Eddie Cochran e Elvis Presley.

Clique aqui para ouvir os clássicos do Motörhead

Nascido a 24 de dezembro de 1945, em Stoke-on-Trent, Staffordshire (ING), contrariou os estereótipos do 'rockstar' típico. Tinha um senso estético peculiar e uma aparência pitoresca, incluindo bigode e as costeletas grandes, as verrugas no rosto, os chapéus, as tradicionais botas de montaria, os cintos de balas de armas de fogo e os adereços militares – era grande colecionador de itens e entusiasta da Segunda Guerra Mundial.

A simplicidade e o curioso modo de vida foram mostrados no documentário “Lemmy: 49% Motherfucker, 51% Son Of A Bitch'' (2010), incluindo sua adoração pela máquina caça-níquel Mega Touch, que costumava jogar no lendário Rainbow Bar and Grill, localizado na Sunset Strip, em West Hollywood. Quando ele se foi, vítima de um câncer que havia descoberto apenas dois dias antes de seu falecimento, estava diante da mesma máquina, que saiu do Rainbow e foi levada para sua residência, apenas algumas quadras de distância do local onde era frequentador assíduo. Aliás, Lemmy tinha virado símbolo do Rainbow. Lá diziam: “dê a ele uma garrafa de Jack Daniels e um maço de cigarros e ele nunca mais sairá da frente desta máquina''.

Na adolescência, vivia pedindo moedas para jogar caça-níquel, mas o apelido Lemmy não veio pela expressão que repetia com frequência ('lemmy a fiver'/'lend me a fiver'). Passou a ser chamado assim aos dez anos de idade, quando se mudou com sua mãe e sua avó para a Ilha de Anglesey, no País de Gales. Antes visto como “aquele cara que não fala'' e que tinha tudo para ser um derrotado, virou um porta-voz do Rock, liderando uma banda íntegra e que quebrou barreiras. A foto que estampa a capa de “No Sleep 'til Hammersmith“, lançado em 1981 após a turnê que promoveu o clássico “Ace of Spades'' (1980), traduz o espírito do Motörhead ao vivo: paredes de amplificadores, iluminação especial com o 'bomber' (bombardeiro), ases de espadas nas peles dos bumbos e os músicos mais barulhentos do mundo em perfeita sintonia empunhando seus instrumentos.

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Lemmy em apresentação com o Motorhead, em Curitiba, neste ano

Àquela altura, ele já tinha carreira consolidada e diversos clássicos gravados, entre eles Leaving Here, Motörhead, Louie Louie (versão para a música de Richard Berry), Overkill, No Class, Bomber, Stay Clean, Metropolis, The Chase Is Better Than the Catch e Ace of Spades. Antes do Motörhead, havia passado por diversos grupos, como Deejays (Sundowners), Motown Sect, The Rockin' Vickers, Sam Gopal, Opal Butterfly e, a mais notória, Hawkwind, com a qual ficou de 1972 a 1975 e registrou a faixa que deu nome à sua própria banda. Motörhead esse, aliás, que atualmente promovia “Bad Magic“, o 22º álbum de estúdio de sua discografia.

Lemmy começou na música como guitarrista e costumava fazer bicos como roadie, inicialmente somente para entrar sem pagar nos shows. Depois, já residindo em Londres, arrumou um colchão no chão do apartamento de um amigo chamado Neville, que trabalhava como roadie para a The Jimi Hendrix Experience. Noel Redding, baixista de Hendrix, era quem dividia o apartamento com Neville. Assim, Lemmy se tornou carregador e ajudante da banda nas apresentações em território britânico. Posteriormente, uma de suas composições, (We Are) The Road Crew, faixa de “Ace of Spades'', foi dedicada aos roadies. “Nós realmente somos uma família, que viaja e trabalha juntos. A ligação é grande'', declarou.

De alguma forma, Lemmy foi empurrado para seu destino. Ele queria que sua banda tivesse o nome Bastard, mas foi desencorajado pelo empresário Doug Smith, com quem trabalhara no Hawkwind. Também não queria ser baixista e vocalista, mas o fez para evitar problemas com a formação de seu grupo. Não queria ser visto como exemplo para ninguém, porque tinha hábitos não convencionais e se envolveu com álcool e drogas, mas foi chamado de “Deus''. Não queria ser encarado apenas como músico de Heavy Metal, que dizia ser o “filho bastardo do Rock'n'Roll'', mas acabou se tornando ícone do estilo.

Com sua banda, chamada certa vez pela revista Sounds como a “Melhor ‘Pior’ Banda do Mundo'', lançou 22 discos de estúdio, 9 trabalhos ao vivo, 4 EP's, 29 singles, 10 coletâneas e diversos vídeos, DVDs e clipes. Estava debilitado e com problemas de saúde causados pelo excesso de álcool e drogas, mas não queria se aposentar. Achava que ia morrer aos 35 anos de idade, mas faleceu com o dobro disso, coincidentemente pouco mais de um mês após a morte do baterista Phil “Animal'' Taylor, que fez parte da formação clássica da banda.

Não importa a linha musical, a extensa lista dos que reverenciam o trabalho de Lemmy e do Motörhead vai de Metallica, Sepultura, Girlschool, Krisiun, Overkill, Sodom e Destruction a Ramones, Foo Fighters, Mudhoney, Discharge, Ratos de Porão e Cockney Rejects. De Drowning Pool, Dropkick Murphys e Pretty Boy Floyd a Bathory, Satyricon e Entombed. Lemmy estava certo. No fim das contas, é tudo Rock'n'Roll. Ian “Lemmy'' Kilmister (1945-2015) nasceu para perder e, com certeza, viveu para vencer. Mas, fomos nós que ganhamos com sua obra.


Francinne convida ouvintes do UMD para ouvirem o novo hit “Me Namora”
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Francinne

Cantora Francinne lança novo single (foto/Divulgação)

A cantora Francinne acaba de lançar sua nova música de trabalho, Me Namora (clique para ouvir)

Com influências de grandes artistas pop, o single já é sucesso em todo Brasil.

Diferente de “I’m Alive”, a música vem totalmente em português.  

O novo single também é produzido por Mister Jam, que iniciou recentemente uma turnê pelo país na companhia de Francinne, com shows no formato DJ e Live Vocal.

Veja o convite da musa abaixo:


Oasis brazuca? Mirandous lança clipe psicodélico e sensual exclusivo no UMD
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O guitarrista Caio Coppola e o baixista Rodrigo Moura durante gravação do clipe (foto: Denis Marx)

A banda paulistana Mirandous lança com exclusividade no UOL Música Deezer o novo videoclipe da música “Rock ‘n’ Roll Dreamer”.

Estrelado pela modelo paulista Camila Lops e coreografado pela premiada bailarina Patricia Bergantin, o clipe conta a história de um sonhador, que, por meio da música, é levado por uma musa a um passeio pelo seu próprio subconsciente.

O filme, dirigido por Rodrigo Rossi e filmado pela Glow Produções nos estúdios da E3 Fotografia, contou com efeitos especiais como mega-projeções. Tudo para criar uma atmosfera onírica.

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A modelo Camila Lops é a musa do clipe (foto: Denis Marx)

“Esta é uma musica sobre escapismo… e não há forma melhor de escapar dos problemas da vida do que mergulhando fundo em si mesmo – todos temos um rico universo dentro de nós, que vem à tona por reflexões, sonhos e toda forma de expressão da mente”, conta o vocalista Caio Coppola.

Formada em 2014,  a banda é composta por Caio (voz, guitarras e composições), Rodrigo Moura (baixo) e Ique Schmitt (bateria). Com atitude, o trio faz um som à base de guitarras e com espírito de garagem.

Com influências do rock inglês, o grupo herdou muito da sonoridade das décadas passadas, com letras que traduzem o inconformismo inerente ao rock e ao punk. Acompanhe abaixo o clipe de “Rock N Roll Dreamer'':