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Banda Rosa de Saron convida ouvintes do UMD para show no Carioca Club
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Banda Rosa de Saron convida ouvintes do UMD para show no Carioca Club

Guilherme de Sá (vocal), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Grevão (bateria) convidam todos os ouvintes do UOL Música Deezer para o show no Carioca Club, no dia 13 de setembro.

O Rosa de Saron continua como um dos maiores nomes do rock cristão no país. A banda segue em turnê do álbum “Cartas ao Remetente”, lançado ano passado. No vasto repertório, sucessos anteriores também não faltam.

Clique aqui para ouvir todas as músicas da banda Rosa de Saron

Serviço:

Rosa de Saron – Show da turnê “Cartas ao Remetente''

Data: 13 de setembro de 2015 – Domingo

Local: Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde , 2899 – Pinheiros – São Paulo – SP

Abertura da casa: 17h – show: 19h

Ingressos: de R$35,00 a R$90,00

Vendas: Carioca Club Pinheiros ou pelo site www.clubedoingresso.com

Informações: (11) 3813-8598

Site: www.cariocaclub.com.br


A morte de Stevie Ray Vaughan há 25 anos foi o fim do blues?
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Há 25 anos, a música passava por uma entre tantas tragédias. O último grande astro do blues faleceu ainda jovem, aos 35 anos, no dia 27 de agosto de 1990 num desastre de helicóptero saindo de uma apresentação ao lado de Eric Clapton. .

Ouça os grandes sucessos de Stevie Ray Vaughan

SRV, como era chamado, era diferente dos outros guitarristas. Abusava de fraseados bonitos e cheios de feeling, que se destacavam pelo timbre característico, ao mesmo tempo forte e cristalino. As cordas extrapgrossas da Fender Stratocaster personalizada eram afinadas meio tom abaixo do padrão, adicionando peso ao som.

Com o trio Double Trouble (nome tirado de uma música do blueseiro Otis Rush), Vaughan fez história com pérolas de estúdio, como “Texas Flood'' e “Couldn't Stand the Weather“, mas eram suas performances ao vivo que o transformaram em um ícone, tamanha a habilidade e força com as quais o músico tocava.

Nunca vai surgir outro Stevie Ray Vaughan, último avatar de uma linhagem de guitarristas geniais que já havia gerado nomes como BB. King, Freddie King, Buddy Guy, Eric Clapton e Peter Green, cada um à sua maneira.

O perigo é que não surja mais nada. Por isso, o UOL Música Deezer lança o debate: o blues morreu junto com Stevie?

Das plantações de algodão ao estrelato

Criado pelos escravos americanos no século XIX, o blues surgiu ao mesmo tempo como uma maneira de retratar a tristeza de uma vida de quem sofria na pele com o racismo e a pobreza e também como um antídoto para esquecer destes problemas através do ritmo dançante e das letras de cunho sexual.

Na década de 20, a popularidade do estilo no sul dos Estados Unidos atraiu a atenção das gravadoras e logo surgiram nomes eternos como Bessie Smith, Blind Lemmon Jefferson e Robert Johnson.

Este último é famoso também por causa de um suposto pacto com o diabo e pela morte nas mãos de um marido traído. Histórias como estas ajudaram a construir a imagem dos bluesmen como gênios renegados e cheios de tormentos pessoais que atravessou gerações, chegando até Stevie Ray Vaughan.

Clique aqui para ouvir a playlist “Clássicos do Blues''

Mick Jagger e B.B. King conversam antes de apresentação

Mick Jagger e B.B. King conversam antes de apresentação

Evolução

Nos anos 30 e 40, o gênero se urbanizou. De um lado, se sofisticou com elementos do jazz e do pop, gerando o dançante rhythm & blues de selos como a Atlantic. Do outro, adicionou decibéis e malícia à fórmula através das guitarras elétricas do blues de Chicago.

Nas décadas seguintes as combinações e recombinações destes subgêneros trouxeram à baila o rock and roll de Chuck Berry, Elvis Presley e companhia e o blues britânico dos Rolling Stones, Yardbirds e outros artistas que utilizariam a base vinda de Chicago para criar o rock pesado.

Nos Estados Unidos, toda uma geração de bandas de garagem surgiria na década de 60 descobriria as raizes da música de seu próprio país através de artistas britânicos inspirados no blues. Estas bandas evoluiriam para caminhos diversos gerando o que vieram a ser o punk e o heavy metal na década seguinte.

E, finalmente, nos anos 80, Stevie Ray Vaughan, filho legítimo desta geração vinda das garagens, reinventou o gênero sem pervertê-lo. Ao mesmo tempo purista e inovador, trouxe à MTV o gênero surgido nas plantações de algodão do Mississippi e se tornou o último verdadeiro astro do blues.

Jack White toca no Lollapalooza em São Paulo

O blues “contemporâneo''

Desde a morte de Vaughan, o blues não encontrou alguém para ocupar um lugar de grande destaque. Os maiores símbolos da geração anterior de guitarristas que revitalizaram o gênero vivem de maneira geral, de lançamentos isolados e reciclagens de clássicos.

Alguns guitarristas jovens continuam fazendo sucesso, como Joe Bonamassa, Gary Clark Jr. e o espetacular Derek Trucks. Mas, comercialmente, não atingem as massas e, artisticamente não são capazes de fazer o gênero evoluir e influenciar a cultura popular de maneira significativa.

Jack White – a exceção que confirma a regra
Ainda assim, muitos jovens de hoje continuam ouvindo blues. A maioria, no entanto, sem saber. O culpado é Jack White, que a com a partir do sucesso do White Stripes na virada da década de 2000 revitalizou a simplicidade e o estilo cru do gênero no contexto do indie rock.

John Mayer é outro nome importante que flerta com o blues, mas num ambiente pop. Chegou a tocar com Eric Clapton e se apresentou no festival Crossroads. Seu sucesso no entando é consequência

O blues dificilmente ficará totalmente abandonado, por mais esquecido que seja pela grande mídia. Guitarristas amadores ainda se inspiram nos artistas consagrados do gênero e sempre tocarão os clássicos. Mas comercial e artisticamente, ainda há esperança?

Aparecerão novas bandas para levar o estilo às massas como os Rolling Stones e o Led Zeppelin? Surgirá outro guitarrista como Stevie Ray Vaughan para reinventar o blues? Ou ele sobreviverá apenas como uma relíquia do passado no museu da música pop?

Dê sua opinião: você acha que o blues morreu de vez ou ainda há esperança? 

 


Ana Cañas troca MPB pelo rock: “Tenho certeza que encontrei meu som”
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Lançado inicialmente com exclusividade em UOL Música Deezer, o novo trabalho de Ana Cañas “Tô Na Vida'' mostra um lado diferente da cantora. Em seu quarto disco de estúdio, a cantora paulista, inicialmente inserida no contexto da nova MPB, cai de vez no rock e no soul.

Em entrevista exclusiva ao UOL Música Deezer, Cañas fala sobre a concepção do álbum e explica como foi o processo, para ela inevitável que trouxe esta nova identidade musical. “O público que me acompanhava já sacava que isso ia acontecer'', explica.

Clique aqui para ouvir “Tô Na Vida'', novo trabalho de Ana Cañas

Tudo começou na turnê do disco “Volta'', de 2012, que ficou três anos na estrada e teve direção de Ney Matogrosso. “Tinha um bloco nesse show que era bem rock and roll. Percebi que tinha uma disparidade entre a vibe do show e da gravação de estúdio. Com esse disco novo, eu tentei aproximar o que eu sentia no palco e trazer isso para a gravação''.

“Tô Na Vida'' demorou 1 ano e meio para ficar pronto. Ana escreveu todas as faixas, algumas ao lado de grandes nomes da música, como Arnaldo Antunes, Dadi e Pedro Luís, além do produtor e guitarrista Lúcio Maia.

“Foi a pessoa com quem eu dividi as questões todas e me ajudou muita a descobrir meu som. [Lúcio e eu] conversamos muito sobre isso e como eu poderia chegar nesse som novo sem descaracterizar totalmente o trabalho que eu vinha fazendo''.

Ouça todos os álbuns de Ana Cañas no UOL Música Deezer

A mixagem ficou por conta do não menos notável Mario Caldato, Brasileiro criado nos Estados Unidos que já trabalhou com Beastie Boys, Jack Johnson, Planet Hamp, Nação Zumbi, entre tantos outros.

“Mario é um cara muito experiente, culto e cheio de referências musicais. Ele sabe bem o que está fazendo e eu entreguei para ele e confiei''.

Ana também fala sobre sua maturidade na hora de produzir “Tô na Vida. “Esse foi um disco que eu deleguei muito, sabe? Diferentemente dos outros, que eu tinha um processo paranoico de querer controlar tudo. Esse foi um disco que eu aprendi e confiei nas pessoas com quem trabalhei'', afirma a cantora.

“O rock é um estilo que aparenta ser simples, mas ele é complexo, porque não privilegia a melodia, mas, sim, o riff de guitarra, a letra, a atitude e a retórica […] e eu sou uma cantora ligada a essa tradição da melodia, então para mim foi um lugar novo achar o meu rock and roll''.

A aproximação que se consolidou agora já vem de muito tempo. O segundo disco de estúdio, “Hein?'', de 2009, produzido pelo lendário Liminha, foi o início do flerte de Ana com o rock. Mas não ficou do jeito que ela pretendia.

“Foi bem diferente o processo. Eu não consegui obter um resultado natural, orgânico e coeso. Muito mais por uma incapacidade minha do que pela capacidade do Liminha, que é um grande produtor. Então eu acho que foi o tempo mesmo que decantou'', admite.

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Essa transição de estilo musical é um risco de como o artista se define. Para Ana, o músico vive uma dicotomia entre o que é vendável e o que ele é de fato. “É correr o risco de não dialogar com o que dá certo comercialmente e definir o que você é independente de qualquer sexo mercadológico''.

Ana se vê neste momento como uma cantora mais completa. “Tenho certeza que encontrei meu som. Eu me realizo completamente com esse disco, é o que mais me trouxe felicidade''.

O novo trabalho já foi apresentado ao vivo em São Paulo e Curitiba.  “Tem uma parte [do público] que estranha um pouco [a mudança de estilo] e tem um público novo que passou a se interessar a partir desse álbum''.

Com show marcado no Rio de Janeiro ainda neste mês, a cantora está marcando outras datas e planeja voltar em breve para São Paulo. “Está demais o show! É bem rock and roll'', conclui.

Rodolfo Vicentini
UOL Música Deezer


Grupo João de Barro e Mestrinho prestam homenagem a Dominguinhos
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Zé Leônidas faz convite para show em homenagem ao mestre Dominguinhos

No próximo sábado (29), o Grupo João de Barro e o acordeonista Mestrinho se apresentam no 10º Festival do Chocolate de Ribeirão Pires, promovendo a Gafieira para Dominguinhos. A homenagem ao mestre do forró e do baião acontece no palco Chocolate, às 18h.

O propósito do show é transformar o evento em um grande baile de gafieira moderna para todas as idades. Entre as composições, estão os sucessos Eu Quero Um Xodó, Pedras que Cantam e Lamento Sertanejo, com todos os arranjos feitos pelo Grupo João de Barro.

O octeto é formado por jovens entre 28 e 30 anos, contando com trombone, trompete e saxofone/flauta transversal, bateria, voz e percussão, bandolim, baixo e violão/guitarra.

O convidado Mestrinho participou da última apresentação de Dominguinhos em vida. Além de acompanhar Gilberto Gil em turnê, o acordeonista também coloca sua experiência na produção do show.

No dia da apresentação, o Palco Chocolate recebe as atrações Preto W.O. (14h), Pulse (15h), Articulado (16h), Notopo (17h) e a Banda Ophelia (19h30). Além dos palcos, o Festival também conta com tendas de artesanato e gastronomia.

Serviço

Gafieira para Dominguinhos no Festival do Chocolate de Ribeirão Pires

Data: 29 de agosto (sábado)
Horário:
18h – Palco Chocolate
Local:
Complexo Ayrton Senna
Endereço: Av. Prefeito Valdírio Prisco, 193 – Centro – Ribeirão Pires

Repertório (sujeito a alterações)

1. Eu vou de banda
2. Arrebol
3. Plantio de Amor
4. Eu só quero um xodó
5. Pedras que cantam
6. Sanfona Sentida
7. De amor eu morrerei
8. De volta pro meu aconchego
9. Lamento Sertanejo
10. Domingando

GRUPO JOÃO DE BARRO

Trombone – Edinaldo dos Santos
Sax/ Flauta Transversal – Luís Santiago
Trompete – Ed Woiski
Bateria – Pedro Henning
Voz e percussão – Zé Leônidas
Bandolim – André Bachur
Baixo – Kiko Woiski
Violão e Guitarra – Pedro Bruschi


Alice in Chains: primeiro álbum da explosão grunge faz 25 anos
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Alice in Chains

Alice in Chains durante apresentação no primeiro dia do Hollywood Rock, em 1993

Com clássicos como “Man In The Box'' e “We Die Young'', o álbum de estréia do Alice In Chains, “Facelift'', completou 25 anos nesta sexta-feira (21). Inovador, o trabalho fez história com a então inovadora mistura do peso do metal com a sujeira do rock alternativo.

Primeiro álbum do grunge a vender um milhão de cópias, “Facelift'' é ao mesmo tempo um dos maiores clássicos do rock noventista e o exemplo perfeito de como o estilo não passou de uma invenção midiática.

Sim, havia um cenário em Seattle, nos Estados Unidos, no final dos anos 1980 e início da década seguinte. Algumas destas bandas tinham elementos em comum. Mas a unidade para por aí.

Facelift

Ouça a playlist “Grunge''

Se as bandas da Sub Pop como Nirvana e Mudhoney eram em geral provenientes do punk, ou ao menos, como no caso do Soundgarden, fãs de rock setentista que haviam batalhado durante anos no cenário indie,o Alice In Chains era uma legítima banda de metal. Que no caso, vinha de Seattle e, após anos tentando a sorte no cenário heavy, soube incorporar a ambiência local às composições que acabariam fazendo parte de “Facelift''. Sem, é claro, perder o espírito headbanger.

O fato é que nenhuma destas bandas se considerava parte de um mesmo movimento ou mesmo, sentia que houvesse uma identidade musical comum, além das guitarras pesadas e de algumas referências ao rock pesado dos anos 70.

Kurt e Lyne

Voltado para o punk, Kurt Cobain (esquerda) era o líder do Nirvana. Já Layne Staley (direita) representava o metal com o Alice in Chains

Clique aqui para ouvir “Facelift'', do Alice in Chains

We Die Young, faixa que inaugura o trabalho, alia as guitarras tipicamente metaleiras ao ar nebuloso e gelado de Seattle. Referências às bandas de thrash, doom metal e hardcore transparescem no disco, em meio a tempos quebrados, quase psicodélicos.

Apesar do estilo sombrio e mórbido do grupo combinar com o clima da cidade, os integrantes ouviam de tudo quando formaram o Alice in Chains.

“A maioria das coisas que fazíamos quando começamos era inspirada pelo rock inglês clássico, mas também ouvíamos bandas americanas como Van Halen e Aerosmith. Uma grande influência foi o AC/DC. Mas também gostávamos de Iron Maiden, Judas Priest, Scorpions, Pink Floyd, Led Zeppellin…'', contou Cantrell em entrevista ao UOL antes do show no Rock in Rio de 2013.

Jerry Cantrell

Jerry Cantrell, guitarrista do Alice in Chains, se apresenta no Rock in Rio 2013

Sinta o peso das guitarras na playlist “Heavy Metal''

Além do guitarrista, a bateria de Sean Kinney e o baixo de Mike Starr impulsionaram a banda a virar referência da década de 1990. Mas o ícone do quarteto era Layne Staley, o acanhado vocalista. Com potência e técnica, o frontman podia cantar de tudo, desde canções mais intensas, como o clássico comercial Man in the Box, Love, Hate, Love, mais cadenciada e depressiva.

A turnê que juntou o passado e o futuro

Mesmo sem querer, o Alice in Chains revitalizou o metal, ajudando-o a sobreviver quando o grunge parecia ter destruído o passado completamente. Enquanto antigos ícones do gênero capengavam, o grupo conseguiu renovar o estilo sem abandonar as origens.

O glam-metal de bandas como Skid Row e Poison dominava a cena roqueira norte-americana no fim da década de 1980, o que desagradava os headbangers mais puristas. Fãs de Judas Priest e Metallica passavam longe  de bandas cheias de plumas e paetês.

O antídoto  a tudo isso era o thrash metal, que misturava o metal tradicional à aspereza e velocidade do hardcore punk. Mas mesmo o thrash já havia visto dias melhores na virada da década de 90. Seu maior expoente, o Metallica, estava prestes a abandonar o gênero com o famigerado “álbum preto'', que transformaria a banda num dos maiores fenômenos do rock.

Balance a cabeça ouvindo os clássicos do thrash, speed e crossover

Foi este o cenário que o Alice in Chains encontrou após o lançamento de “Facelift''.

Em 1991, a banda participaria da turnê “Clash of the Titans'' ao lado dos três maiores nomes do thrash (além do Metallica), Slayer, Megadeth e Anthrax. A diferença musical e de postura entre os veteranos e a banda de Seattle durante os shows acabou entrando para a história como símbolo do fim de uma era. Era o início do que viria a ser chamado para sempre de “metal alternativo.

O sucesso do Alice In Chains estava garantido. A banda ainda lançaria os álbuns “Dirt'' (1992) e “Alice In Chains'' (1995) com grande sucesso antes da morte trágica por overdose do vocalista Layne Staley em 2002. Mas esta já é outra história.

Rodolfo Vicentini
UOL Música Deezer


Festa comemora lançamento de UOL Música Deezer
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ShowAconteceu nesta quarta-feira (19) a festa de lançamento de UOL Música Deezer, no Studio Dama, em São Paulo.

O evento, com discotecagens e show do Coletivo Missa, comemorou o início da parceria entre o UOL e a empresa francesa Deezer, um dos maiores serviços de streaming musical do planeta.

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A responsável pelo desenvolvimento de negócios da Deezer na América Latina Rafaela Furtado e o diretor geral do UOL Marcelo Epstejn anunciam a parceria

Além da presença das equipes das duas empresas, a festa recebeu convidados de diversos braços dos ramos da música e das comunicações, que foram apresentados ao UOL Música Deezer.

Veja mais fotos da festa:

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OUÇA AGORA SUAS MÚSICAS FAVORITAS NO UOL MÚSICA DEEZER


Ian Gillan 70 anos: uma voz poderosa que ainda tem muito a dizer
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Gillan

*Texto de Marcelo Moreira, apresentador do programa Combate Rock, do UOL Música Deezer

O Brasil já estava no circuito internacional de turnês de nomes importantes do rock em 1990, mas ainda havia um certo ressentimento, pois alguns dos grandes heróis ignoravam o país, ainda que fossem veteranos. Nem mesmo o Deep Purple e Black Sabbath, capengas daquele tempo, se dignavam a tocar por aqui.

Dos grandes nomes do chamado rock pesado (dinossauros), um dos primeiros a pisar por aqui foi Ian Gillan, em carreira solo. Recém-saído do Deep Purple, causou euforia entre os roqueiros em shows concorridíssimos no mês de agosto no antigo Projeto SP, pertinho da rua da Consolação, em São Paulo.

OUÇA O MELHOR DE IAN GILLAN EM UOL MÚSICA DEEZER

“Era um mundo novo para todos os artistas que decidiram tocar em outros países. A América do Sul era distante, sabíamos que havia um grande público, mas nunca eu poderia imaginar o tamanho da paixão que existe pelo rock nesta região'', comentou o cantor do Purple 15 anos depois, em mais uma passagem com a mítica banda inglesa. “Eu e o Purple demoramos demais para vir.''

Coincidência ou não, logo uma enxurrada de craques invadiu o país naquela década – Deep Purple com Joe Lynn Turner nos vocais, Black Sabbath com Dio cantando, Uriah Heep, Nazareth, Rainbow, os retornos de Ozzy Osbourne, Iron Maiden e Kiss…

Os 25 anos da primeira passagem de Ian Gillan pelo Brasil coincide (não seria o contrário?????) com a comemoração de seus 70 anos de vida. São 53 anos de carreira, e ainda com bastante vontade nos palcos, embora a voz não seja mais a mesma – pela potência e pela exímia técnica, nunca teve medo de “esticá-la'' para atingir notas impossíveis.

Seja como for, ainda à frente do interminável Deep Purple, o cantor, carinhosamente chamado de “Silver Voice'', faz questão de, a cada entrevista (onde muitas vezes abusa da ironia e do sarcasmo),  deixar claro: ainda tem bastante coisa a dizer.

Começo difícil

Desajeitado nos Javelins e aspirante a astro no Episode Six, o cantor estava prestes a entrar em parafuso – assim como ocorreu com futuro parceiro Ritchie Blackmore: “Estou próximo dos 25 anos e ainda não fiz sucesso. Será que meu tempo passou?''. Eram os anos 60, onde a molecada ditava os rumos do rock em todos os subgêneros – é bom lembrar que os Beatles viraram astros mundiais quando tinham entre 22 e 25 anos.

A sorte foi que o guitarrista Blackmore e o tecladista Jon Lord estavam patinando naquele ano de 1969, mesmo após lançarem 3 álbuns na Europa, sem muito alarde. O rock progressivo-psicodélico do quinteto não tinha emplacado, mesmo no auge do suggênero, e então decidiram radicalizar: rock pesado, como faziam Jimi Hendrix, The Who, Cream e uma bandinha estreante chamada Led Zeppelin.

Six Episodes

Episode Six: da esq. para a dir., Harvery Shield, Tony Lander, Roger Glover, Sheila Carter, Graham Carter e Ian Gillan (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Nick Simper (baixo) e Rod Evans (vocais) pagaram o pato e foram demitidos. E eis então que a sorte sorriu para aquele cantor alto e cabeludo de voz potente, mas que estava empacado no Episode Six. A indicação foi certeira, e Jon Lord dirimiu qualquer dúvida do irascível Blackmore.

“Não havia a menor dúvida de que tinha de ser Gillan e tinha de ser Roger (Glover, também baixista do Episode Six e que acompanhou o cantor ao Purple)'', disse o tecladista em uma mesa de bar em São Paulo no início dos anos 2000. Desde o começo entenderam direitinho o que queríamos e a nossa mudança de rumo. Ritchie semepre foi cauteloso, mas depois viu que era a decisão acertada.

OUÇA O MELHOR DO ROCK CLÁSSICO EM UOL MÚSICA DEEZER

'Salvo' pelo Deep Purple, Gillan torna-se astro do rock 

Genioso e generoso, ousado e culto, virtuoso e esperto, Ian Gillan se transformou como cantor de uma banda de primeiro time. Logo chamou a atenção e dividiu as atenções muitas vezes com Robert Plant (Led Zeppelin) e Roger Daltrey (The Who). Tornou-se espelho para toda uma geração de cantores, recebendo a admiração de gente como David Byron (Uriah Heep), Paul Rodgers (Free e Bad Company) e Glenn Hughes (na época, Trapeze).

Alçado a astro internacional do rock, frontman de uma banda fantástica e reconhecido com bom compositor e letrista, Gillan ganhou estofo e finalmente sua forte personalidade aflorou, com méritos, para assumir e incorporar a posição de destaque dentro da banda e do ainda incipiente rock pesado. Pena que havia um Blackmore no caminho.

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Segunda formação do Deep Purple (mark II), considerada a clássica: em pé, da esq. para a dir, Ritchie Blackmore (guitarra), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria; sentados: Ian Gillan (esq.) e Jon Lord (teclados)

Após quatro anos, o clima no Deep Purple ficou insuportável. Lord tentava conciliar e mediar, mas essas eram tarefas quase impossíveis diante do competitivo e rabujento guitarrista. Estressadíssimo, Gillan tomou a decisão de sair em 1973. Pior, tomou a decisão de abandonar a música. Foram quase cinco anos como empresário – primeiro na construção de lanchas, depois como dono de hotel -, até que percebeu que estava na atividade errada, perdendo dinheiro e desperdiçando talento.

OUÇA OS CLÁSSICOS DO DEEP PURPLE EM UOL MÚSICA DEEZER

A carreira solo surpreendeu muita gente por volta de 1977, com uma mistura de rock progressivo e hard rock. Sem a proteção do Purple, era um dos bons artistas daquele fim de década e garantiu um bom circuito de shows na Inglaterra e na Europa com a Ian Gillan Band e com a banda Gillan.

Ian Gillan Band

 

Carreira solo à míngua, Black Sabbath no horizonte

À perda de fôlego nos anos 1980 seguiu-se uma cirurgia na garganta e o fim da banda solo, e eis que, de repente, em 1983, a voz maior do Purple assume os vocais do Black Sabbath. Foram menos de 18 meses loucos e confusos, mas que ele adorou. A formação clássica do Deep Purple, de forma sigilosa e também surpreendente, voltou com tudo em 1984 para cinco anos de sucesso, mas, como sempre nesta história, havia um Blackmore no caminho.

Novas brigas, novas sacanagens, e Gillan sai de novo, para retornar em 1993 na turnê de 25 anos da banda. Era para ser só uma turnê comemorativa para Gillan, que depois voltaria a cuidar da vida, mas as coisas foram diferentes: desta vez o Blackmore saiu do caminho – o guitarrista brigou de novo com Gillan e exigiu a sua saída, mas não teve apoio. Abandonou a banda durante a perna europeia da turnê, sendo subsstituído às pressas por Joe Satriani.

Nos últimos anos Gillan assumiu para si o papel de imagem do Deep Purple, ainda mais depois da aposentadoria de Jon Lord, em 2003. Líder cordato, mas firme, dá as coordenadas da banda com o apoio de Glover e do baterista Ian Paice, o único remanescente da formação original.

“Nunca foi tão fácil trabalhar na banda como nos últimos 10 anos. A tensão sumiu e há muito mais cooperação e participação em todos os aspectos da banda, sejam criativos ou não'', revelou o cantor à revista britânica Classic Rock no final da década passada.

'Born Again', amado no Brasil, desprezado pelo vocalista

Exigente e detalhista, Ian Gillan tem a capacidade de ser bastante desagradável algumas vezes, mas também costuma ser atencioso e comunicativo. E isso aconteceu em uma das suas inúmeras visitas a São Paulo com o Deep Purple, após uma entrevista coletiva, falando de um assunto que não aprecia – o álbum “Born Again'', que gravou com o Black Sabbath.

Gillan Sabbath

“O pior disco da minha vida é o mais cultuado no Brasil. Não consigo entender isso.” A declaração é de um surpreendentemente bem humorado Ian Gillan, em 1997, na entrevista coletiva em um hotel de São Paulo, às vésperas de mais um show do Deep Purple na cidade. Ele não se estendeu muito, pois a pergunta foi feita por um fã quando ele ia para o seu quarto.

OUÇA O ÁLBUM “BORN AGAIN'' DO BLACK SABBATH

Dois dias mais tarde, após a apresentação no antigo Olympia, em um bar rock que já não existe mais, ainda mais bem humorado, Gillan disse que era quase inacreditável que o  álbum tenha  saído como saiu e soltou o verbo contra “Born Again”, seu único trabalho com o Black Sabbath, em 1983.

“Tudo estava meio confuso, estava bagunçado, e sei que Tony (Iommi) não trabalhava daquela forma. Mas as coisas estavam esquisitas, Bill (Ward) estava com seus problemas crônicos de saúde, Geezer (Butler) estava muito preocupado com coisas fora da banda. Algumas músicas eram realmente boas, mas a produção é muito ruim, há sons que não faço ideia do que são. Não sei se é o pior da minha carreira, mas não gosto dele. O tempo que passei no Sabbath foi maravilhoso, amo Tony e Geezer, mas o resultado não foi bom. Não entendo porque brasileiros, argentinos, mexicanos e gregos amam esse trabalho”, disse o vocalista.


Exclusivo: Kath Bellsavvy é ousada em clipe eletrizante de “Red Lips”
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UOL Música


Exclusivo para o UOL: Kath Bellsavvy lança clipe da música Red Lips

A cantora Kath Bellsavvy lança, com exclusividade no UOL, o primeiro videoclipe do single Red Lips, trazendo um estilo próprio ao pop nacional e inspirado em ícones internacionais, como Lady Gaga e Britney Spears.

Criada no exterior e com a cultura pop nas veias, a cantora traz um som inovador, com muito ritmo e melodias eletrizantes.

Em parceria com a produtora audiovisual “Glow Produções'', Red Lips  traz muita atitude, moda, arte e entretenimento, em uma produção totalmente independente idealizada por Rodrigo Rossi. “Foi um desafio muito grande fazer um clipe de proporções tão grandes com o que tínhamos em mãos'', conta o diretor.

“Passei meses trabalhando minuciosamente em cada detalhe da criação desse clipe, pois queria que as pessoas conseguissem entrar plenamente nesse mundo tão intenso de Red Lips'', conclui Kath Bellsavvy.

Exclusivo para o UOL, o videoclipe de Red Lips pode ser conferido acima.

 


2º edição da Discopédia “A Feira” acontece neste sábado
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A 2º edição da Discopédia “A Feira'' acontece neste sábado (15), a partir das 14h, no Centro Cultural Rio Verde, localizado na Vila Madalena.

DJ Marco, um dos fundadores do evento, falou com o diretor do programa DJ Set Brasil, Alê Francisco em parceria com UOL Música Deezer.

Além de valorizar o uso dos discos de vinil, o projeto também une moda, música, gastronomia, arte e lifestyle para todas as idades.

Em parceria com a loja Beatz e Florida Discos, o evento terá show de um dos maiores ícones do hip-hop underground, J-Live, e J-Raws, um dos produtores do hit “Brown Skin Lady“, com Mos Def & Talib Kweli aka. BlackStar.

Clique aqui para ouvir o disco “The Best Part'', de J-Live

As vitrolas ficam por conta dos DJs Dandan (Criolo), Marco (Céu), Nyack (Emicida) e Vito (Beatz)

Serviço:

2ª Edição da Discopédia “A Feira'' – Show J-Live e J-Raws + DJs

Data: sábado, 15/08

Horário: a partir das 14h até às 21h – Shows J-Live e J-Raws (18h)

Local: Centro Cultural Rio Verde – Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena

Preço: Das 14h às 15h – R$ 10,00
Das 15h às 17h – R$ 15,00
Das 17h às 21h – R$ 20,00

Para colocar o nome na lista , envie seu nome completo e de seus amigos para listamadness@gmail.com até 12h  do sábado com o assunto: Discopédia

Proibido a entrada de menores de 18 anos sem a presença dos pais


Camilla Castro regrava clássico sertanejo e fala dos desafios da carreira
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Cantora Camilla Castro em apresentação (Divulgação)

Após lançar o clipe de regravação do clássico sertanejo “Nuvem de Lágrimas”, a musa Camilla Castro concedeu entrevista exclusiva ao UOL Música Deezer, e contou sobre sua carreira, sua experiência em São Paulo e seus projetos para o futuro. “Essa música é muito conhecida, e a gente fez uma roupagem mais moderna, mais pop. Gravando o clipe, começamos a divulgar, o pessoal vai vendo essa nova versão. Ela é uma guarânia e gravamos em uma levada pop rock, então ficou bem ousado”, contou a cantora, que quis trazer um novo frescor para esse hit e surpreender os fãs com a faixa.
Camilla Castro canta sucesso da música sertaneja

Camilla Castro é de Itumbiara, no interior do estado de Goiás, mas se lançou na capital paulista em 2012 e desde então vem construindo sua carreira como uma das maiores divas do sertanejo universitário. “Cheguei em São Paulo há 3 anos e foi uma aventura, porque eu não conhecia nada. Hoje eu já me viro bem na cidade, ando de metrô, ônibus”, relata ela, animada com as mudanças.

Ouça os clássicos do sertanejo na playlist “Sertanejo de Raíz''

“Como pessoa, a Camilla de agora é mais fina. Hoje eu tenho amigos por aqui, antes não conhecia ninguém. Musicalmente, fui me amadurecendo, até mesmo ouvindo outros estilos de música, abrindo a cabeça”, acredita a cantora sobre o que mudou em sua estadia na metrópole. Em seus shows, Camilla Castro não toca apenas sertanejo, mas está fazendo experimentações com um medley de funk, no qual o público tem contato com a MC Camilla. “A gente procura mudar um pouco a música que está tocando no rádio”.

Ela ressalta cantoras como Paula Fernandes, Thaeme e Maria Cecília, que estão fazendo sucesso. “O sertanejo é um meio bastante masculino e machista”, denuncia a artista, que rejeita as comparações entre ela e as outras cantoras sertanejas. “Admiro muito a Paula Fernandes, gosto das músicas dela, acho ela linda, mas nunca busquei ser parecida com ela. Se fosse a minha intenção, não seria legal, porque cada artista tem a sua verdade. Você pode admirar, mas tem que passar a sua verdade para ser autêntico, senão você vai sempre copiar”, analisa Camilla. “Como você tem a Paula Fernandes estourada, qualquer cantora que vá por esse caminho solo vai passar por comparações”.

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Castro traz à tona a voz feminina no sertanejo, e uma de suas músicas novas mostra essa sua faceta. “Hoje no sertanejo universitário, os caras falam sobre andar de Camaro amarelo, mas eu ando de ônibus. A mulher não é interesseira, nem um objeto. Nessa letra, eu dou um recado pro cara que se acha e a mulher diz: ‘quem disse que eu te quero?’”, conta Camilla, que pretende dar essa resposta pelas mulheres que gostam do sertanejo. É com esses elementos que a cantora pretende conquistar tanto o público feminino quanto o masculino: cheia de carisma, letras interessantes e ritmos dançantes.