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Blitz versa sobre as crônicas modernas e lança novo álbum “inclassificável”

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20/12/2016 13h20

Blitz

(Divulgação)

Evandro Mesquita lida bem com os quase 65 anos de idade: “Eu acho que não paro muito para pensar no tempo. Eu só sinto o tempo chegando à medida que não consigo mais jogar bola, pelo meu joelho f****”, brinca o líder da Blitz.

É da forma mais atual possível, falando sobre as redes sociais e a eterna vontade de se jogar pelo mundo que a banda lançou em novembro o novo álbum “Aventuras II”, uma lembrança do que foi o trabalho de estreia “As Aventuras da Blitz”, de 1982.

Com a mesma formação há 10 anos, a Blitz é composta Evandro (vocal, guitarra e violão), Billy Forghieri (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andréa Coutinho (backing vocal) e Nicole Cyrne (backing vocal).

“A gente ficou 2 anos e meio parindo essa criança. E agora temos um estúdio próprio, então não tem mais pressão de gravadora. Foi tranquilo de se fazer e sem aquela vontade de ter que terminar logo, exatamente como foi o 1º”, conta o vocalista ao UOL.

Da crítica bem-humorada ao uso excessivo das redes sociais em “Pode Ser Diferente” à desbocada parceria com Zeca Pagodinho em “Fominha”, a Blitz entrega mais um álbum “inclassificável”: “A gente sempre juntou influência daqui e de fora e jogou tudo num liquidificador, por isso saía com a nossa pegava, uma personalidade própria”.

E não foi apenas o sambista que deu canja em “Aventuras II”. Seu Jorge, Paralamas do Sucessos, Frejat, Sandra de Sá, Andreas Kisser, Alice Caymmi e outros dividiram os microfones com Evandro. “A gente pensou nos convidados de uns 5 meses para cá, de encontrar nos aeroportos mesmo. Ficamos muito emocionados que o Zeca topou, porque ele é um cara do samba que tem esse carinho e respeito pela Blitz”, explica Evandro.

“Os Paralamas encontramos na ponte aérea mesmo, e falei que tinha feito a música com o Davi Moraes. Então foi tudo meio orgânico, nada pré-concebido. Ficou conforme o colorido que cada música pedia. Por isso saiu com essa paixão. Foi um disco parido com carinho e alegria”, completa.

Mercado do século 21 e “dinossauros do LP”

“Aventuras da Blitz” foi um marco para o rock brasileiro e vendeu mais de 1 milhão de unidades. “Quando a Blitz começou a lançar CD e DVD as lojas acabaram (risos). O CD começou a ser uma desculpa para continuar na estrada, e lançar um agora foi um ato de resistência”.

Evandro promete que o novo trabalho sai também em formato de bolachão, já no começo de 2017. “Eu adoro vinil, o tamanho, as fotos, as letras”.

A grande superação da banda é saber balancear os dois lados. “Eu sou uma anta virtual. Levo muita bronca da minha filha (risos). As pessoas ficam perguntando ‘pô, por que você não me aceita no Facebook?’. Eu não sei aceitar e nem quero também (risos). Mas esse [as redes sociais] é um caminho que a gente, dinossauros da época do LP, tem que aprender, porque a molecada já nasce com isso, né?”

Para Evandro, hoje em dia está mais fácil fazer música. Muito por isso é a questão do dinheiro investido. “Em qualquer apartamento dá para gravar um álbum. Antigamente, era aquele estúdio da NASA, e isso mudou. O grande barato é como fazer chegar o seu trabalho ao público, porque a internet é muito separada por nichos”, termina.

Rodolfo Vicentini
UMD

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